Greca defende financiamento federal para moradias mais populares e cita tragédia em SP Sem avaliações ainda.

O prefeito Rafael Greca defendeu a criação de linhas especiais de financiamento federal para habitações populares voltadas a população de baixíssima renda e fora do mercado formal de trabalho.

Aplaudida pelos presentes, a ideia foi apresentada durante reunião com prefeitos e representantes de organismos financiadores internacionais – como Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Agência Francesa de Desenvolvimento –, ocorrida nesta segunda-feira durante a 73ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), em Niterói (RJ).

“O Edifício Wilton Paes de Almeida, que queimou e desabou no Largo Paissandu, em São Paulo, é um exemplo trágico da ausência de investimentos e políticas para habitação de interesse dos mais humildes entre os humildes”, disse o prefeito.

De acordo com Greca, as opções disponíveis atualmente, como o Minha Casa, Minha Vida, não conseguem beneficiar a parcela que está na base da pirâmide social e econômica – e que na maioria das vezes não tem renda fixa ou comprovável.

A faixa de financiamento para famílias com renda de até R$ 1.800,00 representa, por exemplo, apenas 8% dos financiamentos do programa em São Paulo, de acordo com reportagem recente. “É preciso criar alternativas dignas e viáveis para os que são ainda menos favorecidos, enfrentam condições inadmissíveis de vida e não têm um holerite para apresentar no banco”, disse Greca.

Aplicação

De acordo com o prefeito, um modelo de financiamento como o sugerido poderia ser usado, por exemplo, no esforço de recuperação de área degradada na Caximba, onde a Prefeitura vem fazendo intervenções e onde há um grande número de moradias irregulares.

A Vila 29 de Outubro, que fica no bairro, tem 1.035 moradias, sendo que boa parte de seus moradores vive em situação de vulnerabilidade social. “Precisamos providenciar cidadania a esta gente”, diz Greca. “É obrigação do prefeito fazer com que as regiões se desenvolvam como parte da cidade e não deixar que involuam a guetos isolados.”

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