Cultura do Desperdício

Se aproximam as eleições. É preciso escolher os novos deputados, senadores, governadores e o presidente da República. É uma grande oportunidade de mudar o país. A crise política atual mostrou como a classe política está preocupada com os seus interesses pessoais e pouco com o povo. Abre uma grande oportunidade de reconstrução do país.

Para isso é preciso uma nova direção. A atual é a cultura do desperdício. Os recursos públicos são simplesmente desperdiçados. Além da corrupção, gasta-se muito dinheiro com funcionários públicos que produzem muito pouco. A regra atual é que os funcionários públicos têm estabilidade no emprego e a avaliação de desempenho é muito difícil. É um emprego que a grande população quer. Só que o gasto de recursos públicos é enorme, com poucos resultados. A solução sempre é a mesma, aumentar os impostos.

A saída é redução do tamanho do governo em todas as áreas: municipal, estadual e federal. A redução da quantidade de funcionários públicos é um bom começo e a melhor avaliação dos que ficarem, o passo seguinte. É imprescindível aumentar a eficiência dos serviços públicos.

No setor das empresas estatais o desperdício é maior ainda. Lá a corrupção imperava. O exemplo da Petrobras é calamitoso. O Brasil simplesmente não precisa dessa quantidade de empresas estatais. Uma privatização de 90% dessas empresas faria um grande bem à nação. O Paraná poderia dar o exemplo e privatizar a Copel e a Sanepar. As outras empresas estatais estaduais e municipais iriam no vácuo.

É preciso avaliar os políticos com a sua proposta de trabalho. Indagar quem está disposto a privatizar as empresas estatais. Quais são as propostas para reduzir a quantidade de funcionários públicos e para a redução dos impostos.

A grande maioria simplesmente não tem nenhuma proposta defensável, só deseja entrar na política para o enriquecimento pessoal. Outros, que não queiram roubar, simplesmente estão totalmente despreparados para os cargos que pleiteiam. Simplesmente não sabem o que devem fazer.

É necessário fazer uma dura avaliação dos candidatos. Votar em alguém simplesmente por ele ser bonitinho é um atestado de burrice. Estamos num momento de transição. A construção de um novo país depende de cada um de nós.

Todos os desperdícios devem ser denunciados. As redes sociais são uma excelente ferramenta de controle dos órgãos públicos. Os cidadãos devem se colocar em ação e apontar todos os desvios que acharem. O governo deve ter o tempo de colocar as suas explicações para o fato denunciado. E toda a comunidade deve avaliar cada uma das notificações e as explicações do governo.

Em Curitiba o sistema de transporte público degenerou muito nos últimos anos. O preço da passagem aumentou e a qualidade caiu. As grandes obras, como a Linha Verde, são poucas e se arrastam por anos. O incomodo que geram é muito grande.

A pavimentação das ruas está se degenerando a olhos vistos. A sinalização das ruas é precária. Muitas placas são quase inúteis, pela quantidade de sujeira na sua superfície. Uma simples limpeza das placas já melhoraria um pouco a situação.

A integração do sistema de transporte público na Região Metropolitana de Curitiba foi parcialmente desmontada nos últimos anos. Fala-se pouco desses retrocessos. E nada para ampliar a integração, reduzir os tempos e abaixar o custo da passagem.

Existem ações simples e baratas que podem melhor um pouco a qualidade de vida dos brasileiros. Só que são desperdiçadas pelo governo, com a simples desculpa que não dão votos. As alternativas caras, fontes de grandes corrupções, são justificadas como sendo obras que dão muito votos. As obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas são um belo exemplo. Parte da população se manifestou contra através das redes sociais. As mídias tradicionais ficaram do lado do governo e deu no que deu.

É preciso ser mais insistente. Cobrar as obras que dão mais resultados. Usar as mídias sociais mais intensamente, para construir uma nova mentalidade de cidadania. O Brasil precisa ser reconstruído.

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