Saúde promove nova etapa de mutirão de catarata

Foto:Venilton Küchler

Pacientes com catarata que moram nos municípios do litoral paranaense puderam voltar a enxergar graças a mais um mutirão de cirurgias gratuitas. Os procedimentos aconteceram nesta quinta (21) e sexta (22) no Hospital Doutor Sílvio Bittencourt Linhares, em Antonina. No total, foram 300 cirurgias. O secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi, acompanhou a ação.

Nardi disse que as cirurgias eletivas feitas pelos mutirões são uma forma de ação pontual e de grande impacto na saúde pública. “É lindo ver nossos paranaenses recuperando a luz da visão. Todo esse trabalho vai continuar”, disse o secretário.

Entre março e abril desde ano, outros mutirões semelhantes já haviam acontecido na região litorânea. Com os novos procedimentos feitos durante esta semana, o número de cirurgias de catarata feitas por meio de mutirões no Litoral chegou a 2 mil em menos de seis meses.

Para o prefeito de Antonina, José Paulo Vieira, os mutirões oferecem a oportunidade de os cidadãos terem acesso rápido e gratuito a um serviço de alta qualidade. Ele disse que os municípios sozinhos dificilmente teriam condições de ofertar uma iniciativa assim. “Hoje a municipalidade não consegue concretizar todos os direitos fundamentais do cidadão. Por isso necessitamos de uma articulação junto do governo do Estado”, afirmou.

COPA – Entre os pacientes beneficiados pelo mutirão está o aposentado Celso Vieira, de 80 anos de idade, morador de Antonina. Com catarata nos dois olhos, ele já havia recuperado a visão de um dos olhos graças a um dos mutirões feitos no Litoral e esta semana fez o procedimento no outro olho. Com a visão recuperada, o fã de futebol pode acompanhar os jogos da Copa do Mundo. “Quero ver o Cristiano Ronaldo jogar. Gosto de jogador que joga bem e marca”, disse.

Para a dona de casa Iraci Borba, 66 anos, a recuperação da visão trouxe alívio na hora de fazer as pequenas tarefas do dia a dia. Ela conta que antes da cirurgia, além da visão prejudicada pela catarata, também usava óculos para poder enxergar alguma coisa.

Antes de passar pelo mutirão, ela até procurou um serviço particular, mas se assustou com o preço. Segundo ela, em uma clínica particular, em Curitiba, ela teria de pagar quase R$ 7 mil pelo procedimento. No mutirão, além de não ter de se deslocar, ela fez tudo de graça, e ainda recebeu toda a assistência necessária para o período pós-operatório, incluindo os colírios. “Hoje nem óculos preciso mais. Faço tudo em casa sem ajuda de ninguém. É uma benção”, diz.

Edineia Calderón, de 67 anos, aguardava para entrar na sala de cirurgia pela segunda vez em menos de três meses. Ela já havia recuperado a visão de um dos olhos graças a um dos mutirões no Litoral e contou o quanto sua vida mudou após o procedimento.

“Quando a gente tem a catarata, você acha que está enxergando. Mas após a cirurgia é que você vai ver tudo com nitidez e clareza. Aí você nota que o que tinha era mesmo catarata”, diz Edineia.

PROCEDIMENTO – O médico oftalmologista e diretor da empresa licitada para fazer a cirurgias do mutirão, Roberto Cacciari Filho, diz que cada cirurgia dura menos de três minutos e inclui a colocação de uma lente especial para corrigir o problema. Antes do procedimento, cada paciente é avaliado e passa por exames para garantir a segurança do procedimento. Para dar mais conforto e segurança aos pacientes, todos os mutirões são feitos dentro de um ambiente hospitalar, com toda a estrutura física necessária para dar suporte aos pacientes e garantir a segurança dos procedimentos.

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