Atendimento à população de rua inclui abrigo, casa, comida, saúde e emprego Sem avaliações ainda.

Foto: Ricardo Marajó/FAS

O atendimento à população em situação de rua em Curitiba vai além da abordagem social, que acolhe pessoas que estão ao relento, oferecendo alternativas de abrigo. O trabalho da rede municipal, no entanto, inclui também uma série de outros serviços, cujo objetivo final é possibilitar a retomada da autonomia e de condições dignas de vida.

Entre os serviços, que são oferecidos de forma sistemática pelo município,  estão a oferta de moradia para períodos mais longos, encaminhamentos para serviços de saúde, confecção de documentos e de qualificação profissional.

São 31 unidades distribuídas nas dez regionais da cidade, todas com equipes especializadas no atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa é uma área definida como prioritária pelo prefeito Rafael Greca”, diz Maria Alice Erthal, diretora de Atenção à População de Rua da Fundação de Ação Social (FAS). “Nos últimos meses, aumentamos nossas equipes técnicas, qualificamos os serviços e ampliamos unidades.”

Mais trabalho
A FAS intensificou as abordagens sociais às pessoas em situação de rua. De 1º de janeiro e 20 de junho deste ano, foram feitas 12.931 abordagens – 52% a mais que as realizadas no mesmo período de 2017, quando houve 8.502 abordagens.

Todas as pessoas abordadas são orientadas sobre os serviços ofertados pela FAS.

Atendimento permanente
Durante o dia, as pessoas em situação de rua são atendidas nos dez Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e nos seis Centros de Referência Especializados de Atendimento à População em Situação de Rua (Centros POP).

Nos espaços POP, elas podem fazer a higiene, se alimentar, além de receber acompanhamento especializado com atividades direcionadas para o desenvolvimento de sociabilidades.

Estrutura
A FAS oferece 1.200 vagas de acolhimento. São seis casas de passagem, onde a pessoa em situação de rua pode tomar banho, jantar, dormir e tomar café-da-manhã. Não há limitação no número de pernoites que podem ser feitas nesses abrigos. Há ainda outras sete unidades de acolhimento institucional, onde as pessoas são abrigadas 24 horas por dia.

Novas repúblicas
Para quem já entrou no processo de saída definitiva das ruas, são ofertadas duas repúblicas, que funcionam como moradias subsidiadas, onde a Prefeitura oferece alimentação nos três primeiros meses e faz a manutenção mensal das contas de água e energia elétrica.

Até o fim deste ano, a Prefeitura passará a ofertar moradia para pessoas em situação de rua. Serão três apartamentos cedidos pela Cohab. Os imóveis estão sendo reformados e mobiliados para receber os novos moradores. Nesta forma de atendimento, chamado aluguel não oneroso, a Prefeitura ficará responsável pelos pagamentos do condomínio, impostos e tarifas de água e energia elétrica, enquanto os moradores deverão bancar as demais despesas da casa.

Os critérios para uso do espaço serão definidos junto com os integrantes do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento das Políticas Municipais para População em Situação de Rua (Ciamp).

Qualificação profissional
Desde 2017, a FAS também oferece qualificação profissional a pessoas em situação de rua. Foram promovidas três oficinas de preparação para o mundo do trabalho e, em parceria com o Instituto Barigui, ofertado o curso de Pintura Automotiva, com aulas no Senai (a formatura da primeira turma ocorre nesta quinta-feira, 28/6).

Todas as pessoas atendidas pela FAS são acompanhadas por equipes técnicas que buscam suprir as necessidades de cada uma e promover o fortalecimento do vínculo familiar e comunitário.

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