Dólar sobe com Fed e Copom no foco, além de eleições

Por Silvana Rocha, Estadão conteúdo

O dólar abriu com viés de baixa nesta quarta-feira, 1, mas em seguida virou para o lado positivo e renovou máxima ante o real. A queda acumulada de 3,15% em julho no mercado à vista justifica a demanda pela divisa dos EUA em meio ao cenário eleitoral incerto, um compasso de espera dos investidores pelas decisões de política monetária dos bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil, no fim da tarde, e a renovada tensão comercial entre Pequim e Washington.

As expectativas dos investidores são de que o Fed deverá manter os juros na faixa de 1,75% a 2% ao ano e que o Copom também manterá a Selic nos 6,5% atuais. Assim, as atenções estão sobre os sinais que podem ser trazidos pelos comunicados desses encontros.

O ambiente de cautela internacional apoia-se na informação de que o governo americano pode elevar de 10% para 25% a alíquota das tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações da China. O governo chinês já ameaçou retaliar e disse que a pressão feita pelos EUA não funcionará. Além disso, a China informou uma queda do índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial em julho.

Nesta manhã, nos EUA, foi divulgado que o setor privado gerou 219 mil empregos em julho, acima da previsão 185 mil vagas. O dado de junho foi revisado de 177 mil para 181 mil empregos. O dólar se fortaleceu ante moedas principais e emergentes ligadas a commodities.

Às 9h26, o dólar à vista subia 0,31%, aos R$ 3,7670. O dólar futuro de setembro estava em alta de 0,32%, aos R$ 3,7805.

Deixe sua avaliação

- Anuncie Aqui -