Dólar à vista firma-se em queda moderada após inflação baixa nos EUA

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Por Karla Spotorno/Estadão Conteúdo

O dólar acentuou as perdas ante o real logo após a divulgação de dados norte-americanos nesta quinta-feira, 13, em especial da inflação ao consumidor (CPI) que veio mais baixa que o esperado. A moeda, que havia aberto em queda, exibia instabilidade no mercado à vista até a divulgação do indicador. Ora subia, ora caía com pequenas variações diante do embate entre a influência de baixa externa e uma pressão de alta com a incerteza eleitoral. No mercado futuro, o contrato para outubro cai desde a abertura.

A depreciação mais acentuada da divisa dos EUA no câmbio local condiz com a trajetória global da moeda americana, que perdeu força ante desenvolvidas e emergentes assim que os EUA anunciaram que o CPI subiu 0,2% em agosto ante julho. A previsão era de +0,3%.

De forma geral, o dia é positivo para moedas emergentes. Logo cedo, antes do início dos negócios no Brasil, o BC da Turquia anunciou aumento da taxa básica de juros pela Turquia.

A autoridade monetária elevou de 17,75% para 24% os juros básicos e surpreendeu muitos analistas em relação à intensidade do aumento. Como apontou reportagem especial do Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na terça-feira, 11, os economistas estavam divididos sobre a decisão diante da baixa credibilidade da autoridade monetária turca.

Ainda que seja uma influência importante, a depreciação do dólar no exterior pode não se manter até o fim do dia como o vetor preponderante do dia, segundo o sócio e gestor da Absolute Investimentos Roberto Serra. “O Brasil ficou descolado do exterior nos últimos dias”, afirmou Serra.

O motivo, diz o gestor, é a incerteza eleitoral. Como escreveu a colunista Elizabeth Lopes no Política Hoje desta quinta-feira, analistas classificam a atual corrida presidencial como a “mais imprevisível da história”.

No radar dos analistas, um destaque é o estado de saúde do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e as consequências para sua campanha após o ataque a facada. Conforme boletim divulgado pela manhã pelo Hospital Albert Einstein, Bolsonaro “evoluiu bem após a cirurgia” realizada em caráter de urgência no fim da noite de quarta.

Às 10h03, o dólar à vista caía 0,24% aos R$ 4,1416. O contrato futuro da moeda perdia 0,52% aos R$ 4,1470.

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