Judô brasileiro fica sem medalha no 4º dia de disputa do Mundial do Azerbaijão

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(Foto: Rodolfo Vilela/ rededoesporte)
Por Estadão Conteúdo
O judô brasileiro não teve um bom domingo no Mundial do Azerbaijão, que é disputado em Baku. Os três judocas não avançaram para a disputa de medalhas. O melhor desempenho do dia foi do meio-médio Eduardo Yudy Santos (até 81 quilos), que venceu duas lutas e parou apenas no atual campeão mundial, o alemão Alexander Wieczerzak, nas oitavas-de-final. Victor Penalber (até 81 kg) e Ketleyn Quadros (até 63kg) estrearam bem, mas não passaram da segunda rodada.

Em sua segunda participação em Mundiais, Yudy pegou uma chave dura. Estreou com vitória sobre um dos cabeças-de-chave, o mongol Uuganbaatar Otgonbaatar, número 5 do mundo, com waza-ari no último segundo da luta. E superou o grego Alexios Ntanatsidis também por waza-ari, garantindo vaga nas oitavas-de-final.

Em luta aberta contra Wieczerzak, Yudy levou um waza-ari, mas reagiu e empatou o confronto. Em nova projeção, os atletas caíram em posição dividida. A arbitragem deu ippon para o alemão, voltou atrás e deu ippon para Yudy e, por fim, não pontuou para ninguém. A luta seguiu e, então, Wieczerzak encaixou um golpe para marcar seu segundo waza-ari e vencer o combate.

“Acho que eu deixei de finalizar o golpe e ficou meio em dúvida (se foi ou não o segundo waza-ari). Quando voltar para o Brasil, preciso treinar essa parte de finalização para não ter dúvida da próxima vez”, disse Yudy. “Eu vim bem preparado, estava confiante também. Mas, acho que faltou trabalhar mais a parte psicológica. Nesse tipo de campeonato o que decide é detalhe.”

Na mesma categoria, Victor Penalber estreou com vitória por ippon (2 waza-aris) sobre o marroquino Achraf Moutii, mas parou na segunda rodada diante do usbeque Sharofiddin Boltaboev. Cada atleta levou duas punições e, num contra-ataque, Penalber foi projetado e imobilizado.

“Eu tive bastante dificuldade na pegada, mas a luta estava bem equilibrada. Errei no final e aí faltavam cinco segundos, não tinha muito o que fazer. A luta com esse estilo de judô (do usbeque) é bastante enroscada. Eles vão para dividir posição e o brasileiro gosta de lutar na distância para entrar o golpe. Esse encurtamento estava me dificultando para fazer as entradas e eu comecei a arriscar também”, disse Penalber.

Desempenho semelhante a Penalber teve Ketleyn Quadros no meio-médio feminino (até 63kg). Ela venceu a primeira luta por ippon (imobilização) sobre a norte-americana Hannah Martin, mas parou na cabeça-de-chave e número 5 do mundo, Andreja Leski, da Eslovênia. As duas foram punidas duas vezes, mas Leski conseguiu pontuar com um waza-ari.

“É difícil fazer uma análise assim que saímos do tatame. Acho que o judô vem mudando muito e as faltas vão fazendo bastante diferença. Eu treinei para pegar e atacar, pegar e atacar, botar volume. Infelizmente, tomei dois shidos por pisar fora da área e por estourar a pegada e isso dificultou muito a luta, porque eu tinha que abrir ou acabava a luta com mais um shido. Mas, eu estava me sentindo bem, preparada. Não sei dizer agora o que eu poderia ter feito para ter revertido. Fiz o melhor que eu podia ali naquele momento. Procurei a queda, que era o que faria diferença nesse resultado e foi isso”, afirmou Ketleyn.

Até o momento, o Brasil tem uma medalha de bronze conquistada por Érika Miranda (52kg). O Mundial continua nesta segunda-feira e Rafael Macedo (até 90kg) e Maria Portela (até 70kg) estarão em ação.

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