Crianças de todo tipo

Quando se observa um filhotinho, qualquer que seja a espécie, é impossível não esboçar um sorriso… Vê-se um ser pequenino, inocente, descobrindo que está vivo, esforçando-se por aprender com sua mãe desde os mais simples comportamentos, como beber água num potinho e “ir ao banheiro”. Parecem comportamentos instintivos, mas não o são… O “óbvio” também é aprendido.

Na primeira fase, forma-se a identidade do animal. É nesse período, durante a amamentação, que um cachorro entende que é cachorro, e um gato entende que é gato. Com frequência, quando um filhote de uma espécie é adotado por uma mãe de outra espécie nesta fase, o filhote tende a acreditar que pertence à espécie da mãe… Assim é que se ouvem histórias, especialmente em ambiente rural, de filhotes de animais selvagens adotados por cachorrinha que passam a se comportar como cachorros. Um exemplo é o de uma tatetinha chamada Menina que foi adotada por uma cachorrinha de companhia, numa fazenda de Japuranã, Mato Grosso, e viveu bastante tempo com sua família adotiva antes de resolver se juntar a uma vara selvagem.

A identidade adquirida na infância pode ser reforçada ou alterada posteriormente, em especial se o tratamento dado ao animal for incompatível com o desenvolvimento natural da sua espécie de origem – é o caso dos cachorros que começam a acreditar que são humanos. Com frequência, isso causa insegurança e nervosismo ao animal, gerando alterações de comportamento indesejáveis.

Pode parecer estranho ao amigo leitor, mas até mesmo o modo de urinar de um cachorro é comportamento aprendido. Houve um caso, em Colombo (PR), em que uma estudante adotou um filhote macho, sem raça definida, encontrado na rua, que era pretinho e lhe parecia cego de um olho – por isso o chamou de Stevie Wonder. Em casa, ela tinha um Akita macho, idoso e doente. Os dois animais conviveram por cinco meses. Ao final desse período, o Stevie andava como um Akita, parava com o “peito estufado” como um Akita, virava o rabo por cima do lombo antes de deixá-lo recair naturalmente, imitando um Akita, e, além de tudo, urinava como fêmea, porque aquele macho Akita com quem ele conviveu, pela idade e pela doença, não conseguia mais erguer a pata, então se abaixava como fazem as fêmeas.

Crianças de todas as espécies aprendem com facilidade e, em seus primeiros estágios de desenvolvimento, absorvem todo aprendizados como se fosse correto. Elas acreditam e imitam. Por isso, o exemplo é tão importante, e, entre humanos, o que se aprende na escola é determinante para o futuro.

Neste Dia das Crianças entre votações presidenciais, vamos refletir sobre a educação que queremos que nossas crianças tenham na escola. Afinal, as cartilhas e a orientação pedagógica moldam a identidade dos nossos filhos e netos.

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