Mãe é mãe Sem avaliações ainda.

No segundo domingo, celebraremos a data considerada mais importante no mês de maio – concorrendo com o Dia do Trabalho e com todas as noivas!… Não que mães e noivas sejam concorrentes naturais… mas é curioso que tenhamos eleito para as noivas o mês das mães… No entanto, parece-nos natural que, com um só dia de exclusividade, as mães tenham maior destaque. E é natural. Afinal, como diz nosso povo, “mãe é mãe”!

O nobre leitor certamente guarda memórias de carinho por sua mãe desde a sua primeira infância. O que talvez o amigo não saiba é que dessas memórias brota muito mais do que afeto: dali emergem parâmetros que direcionarão grande parte da sua percepção de mundo. Isso acontece nas várias espécies de animais, especialmente entre mamíferos. Quando nascemos, tudo é novo, inclusive o próprio organismo. Se fôssemos carros, seria como se nascêssemos ainda na fase final de testes. Os “equipamentos sensoriais” que “vêm de fábrica” ainda precisam de ajustes – precisam amadurecer. O recém-nascido não tem clara noção nem de sua própria existência; quando nasce, sabe que de alguma maneira estava num local aconchegante e quente, em paz, e está agora em outro lugar, friozinho e tumultuado, com seres estranhos…

Talvez uma forma de entendermos isso no mundo adulto seja um exercício de ficção. Imagine, amigo leitor, que sofreu um acidente de avião, caindo sobre a selva amazônica. Quando acorda, sente-se como que anestesiado, sem sentir direito o próprio corpo, sem nem saber o que dele sobrou, conseguindo apenas mover um pouco a cabeça… Olhando ao redor, o amigo percebe que está numa espécie de cama, numa aldeia tribal… e logo chegam pessoas de uma etnia jamais vista, sorrindo, aparentemente gentis, emitindo sons indecifráveis. O amigo percebe que seu corpo está ali e que essas pessoas estão fazendo alguma coisa com ele… Seriam amigos?… Seriam canibais?… Por mais gentil que essa tribo seja, é provável que qualquer pessoa nessa situação se sentisse indefesa e insegura. Pois bem: assim se sentem os bebês ao nascer. Pelas limitações de percepção e compreensão, até a noção do que é ser cuidado ou agredido é mais difícil de se estabelecer.

Nessa situação, como é importante ouvir uma voz conhecida, ainda que não se saiba o que ela está dizendo!… Como é importante sentir os mesmos sons que se ouviu em momentos bons, em local seguro, e entender que a pessoa que os emite vai cuidar da gente outra vez!… É como se o amigo, naquela tribo, de repente visse entrar sua companheira de viagem, dizendo: “Amor! Você acordou! Graças a Deus!… Fique tranqüilo, você está bem. Vou ajudá-lo a se erguer; fiz aqui uma sopinha pra você.” É mais ou menos assim que o bebê percebe a mãe. Claro, o tempo e a intensidade dos cuidados são bem diferentes – “mãe é mãe: não tem igual”!

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